MRS, 29 anos, médico, sabidamente HIV positivo há ± 06 anos, foi encaminhado pela gastroenterologia para uma consulta com o infectologista por conta de um quadro de diarréia com alguns episódios de evacuações ao dia, com fezes de consistência semi-sólidas e líquidas, que já duram 02 anos. Referia também, perda de peso de ± 12kg em 01 ano, a qual o mesmo atribuía ao stresse do dia-à-dia e a má alimentação, pois nos últimos três anos tem trabalhado muito, não restando muito tempo para divertir-se. Afirma encontrar-se sob acompanhamento periódico com o seu infectologista particular em outro estado. No momento não faz uso de terapia anti-retroviral(TARV) para HIV por que segundo o paciente, os seus últimos exames encontravam-se dentro dos limites aceitáveis o que não indicaria naquele momento uso da TARV.
Durante a anamnese o paciente reconhece não lidar muito bem com o fato de ser HIV positivo, e que há algum tempo não vem realizando os exames solicitados pelo seu médico particular como deveria, por conta da sua vida atribulada. Ainda durante a consulta, no exame físico da cavidade oral, observou-se lesões eritematosas em palato duro e mole. Foram solicitados vários exames, dentre eles hemagrama completo e exames bioquímicos de rotina, além de linfometria para células T, PCR quantitativo para HIV e exames para elucidação diagnóstica do quadro de diarréia.
Durante a anamnese o paciente reconhece não lidar muito bem com o fato de ser HIV positivo, e que há algum tempo não vem realizando os exames solicitados pelo seu médico particular como deveria, por conta da sua vida atribulada. Ainda durante a consulta, no exame físico da cavidade oral, observou-se lesões eritematosas em palato duro e mole. Foram solicitados vários exames, dentre eles hemagrama completo e exames bioquímicos de rotina, além de linfometria para células T, PCR quantitativo para HIV e exames para elucidação diagnóstica do quadro de diarréia.
cadê o Coordenador e relator do caso que até agora não postaram os objetivos.
ResponderExcluir... e os demais membros do grupo não vão entrar no blog não?????
vocês já estam sendo avaliados.
bem, vou postar os objetivos do jeito que eu anotei.
ResponderExcluirtermos desconhecidos
1. linfometria
2. PCR
objetivos
1. Relacionar HIV cm diarréia
2. Conceituar diarréia crônica e aguda
3. Funcionamento do TARV na terapia para HIV
4. Doenças oportunistas no HIV positivo
5. Doenças que causam lesões na boca em pacientes com HIV
6. Fases do adoecer
7. Relacionar perda de peso com HIV
8. Conceituar perda de peso significativa
9. Qual o critério do diagnóstico de AIDS
Quanto a terapia anti-retroviral achei algumas coisas.
ResponderExcluirO uso de anti-retrovirais e profilaxia de infecções oportunistas leva a melhor qualidade e tempo de vida dos enfermos.
Ele traz uma recuperação imune parcial, melhorando o quadro das infecções oportunistas
Inicia-se a terapia anti-retroviral quando se tem sintomatologia independente da carga viral ou linfometria, ou quando linfometria CD4+ < 350 células por mm3
A mudança na terapia é feita quando se desenvolve resistência ou intolerância a medicação
A monoterapia não é feita pela alta probabilidade de fazer resistência a esse fármaco especifico, por isso entra-se com duas ou mais drogas.
fonte: http://www.angelfire.com/blues/med/sida.html
Gabriela Alcoforado
Deise Cavalcante
ResponderExcluir8) As mudanças no peso podem refletir em perda de massa corporal ou de fluidos. Na primeira situação, ocorre quando há balanço calórico negativo, ou seja, desequilíbrio entre a quantidade de nutrientes e calorias disponíveis e as necessidades fisiológicas do organismo. Isto pode ocorrer por três mecanismos básicos: oferta reduzida de nutrientes/calorias; aumento da demanda metabólica; perda excessiva de nutrientes/ calorias. Esses fatores podem coexistir em um mesmo indivíduo. Perdas agudas (em horas a dias), por sua vez, costumam significar perda de fluidos. A perda de peso significativa também predispõe a infecções e aumento na mortalidade, envolve a ação de diferentes hormônios e citocinas que controlam o apetite e os processos digestivos e metabólicos em geral. Associa-se a diversas condições clínicas agudas ou crônicas, como doenças neoplásicas, inflamatórias e infecto-parasitárias, distúrbios endócrinos e metabólicos, doenças cardiorrespiratórias, gastrointestinais e neurológicas e a efeitos secundários à medicação e fatores ligados à esfera psicossocial.
FONTE: Revista de Nutrição
Print version ISSN 1415-5273
Rev. Nutr. vol.16 no.4 Campinas Oct./Dec. 2003
doi: 10.1590/S1415-52732003000400009
ALUNA: DEISE CAVALCANTE DE ARAÚJO
Deise Cavalcante
ResponderExcluir7) Pacientes infectados com o Vírus da Imunodeficiência Humana ou com Síndrome da Imunodeficiência Adquirida freqüentemente apresentam desnutrição protéico-energética, com manifestações heterogêneas, as quais dependem do estado de saúde prévio do paciente. O estado nutricional deve ser avaliado e monitorado cuidadosamente para que o plano terapêutico possa ser efetivo. Uma avaliação nutricional abrangente é fundamental; além disso, toda a equipe de profissionais da saúde e os próprios pacientes devem estar atentos para uma ação precoce e integrada.
Segundo Carbonnel & Cosnes (1997)15, pacientes com AIDS podem emagrecer rapidamente (5 kg por mês, em média), indicando uma associação a uma infecção secundária sistêmica em mais de 80% dos casos, ou emagrecer mais lentamente (1kg por mês, em média), indicando uma doença gastrintestinal (candidíase, criptosporidiose, ou outra) ou redução na ingestão alimentar. Na prática, situações diversas são defrontadas, sendo mais freqüentes: um emagrecimento progressivo associado à diarréia crônica; ausência de recuperação de peso, apesar de tratamento medicamentoso eficaz e TN; emagrecimento progressivo sem causa conhecida; emagrecimento maciço nos doentes em fase terminal.
A perda de peso crônica está associada ao hipermetabolismo e à má absorção que, em geral, aparece em indivíduos sem infecções agudas, e seu tratamento é mais difícil. A perda de peso aguda está relacionada quase exclusivamente com a presença de infecções. Sua causa fundamental é a diminuição da ingestão e pode preceder em quinze a trinta dias aos sintomas próprios da infecção, constituindo um sinal de alerta11,16. Durante os episódios de perda de peso, o gasto energético total fica reduzido, porém o principal determinante é a baixa ingestão alimentar, observada na síndrome consumptiva associada à AIDS17.
FONTE: Revista de Nutrição
Print version ISSN 1415-5273
Rev. Nutr. vol.16 no.4 Campinas Oct./Dec. 2003
doi: 10.1590/S1415-52732003000400009
DEISE CAVALCANTE DE ARAÚJO
Só pra citar, há três classes de drogas:
ResponderExcluirinibidores da transcriptase reversa análoga de nucleotídeos:
– Zidovudina
– Didanosina
– Zalcitabina
- Estavudina
- Lamivudina
– Abacavir
- Adenofovir
inibidores da transcriptase reversa não análoga de nucleotídeos:
- Nevirapina
– Delavirdina
– Efavirenz
inibidores da protease:
- Saquinavir
– Indinavir
– Ritonavir
- Nelfinavir
- Amprenavir
Gabriela Alcoforado
Deise Cavalcante
ResponderExcluir9) Os pesquisadores propõem que, no diagnóstico, a presença de fatores associados a um risco elevado de morte dentro de três meses – uma contagem de células CD4 inferior a 200 células/mm3 ou uma doença definidora de Aids – deve ser descrita como apresentação com “doença avançada de HIV”.
Diagnósticos precoces do HIV iriam então ajudar a baixar as taxas de doença e morte relacionadas com o HIV. Também é possível que venha a ter benefícios para a saúde pública, uma vez que os pacientes com uma infecção pelo HIV avançada e sem tratamento, têm cargas virais mais elevadas e são ainda mais infecciosos.
Propomos que qualquer indivíduo que apresente quer com uma contagem de células CD4 inferior a 200 células/mm3 ou uma situação clínica relacionada com Aids, é definido como estando infectado com um estado avançado da doença por infecção pelo HIV”, escrevem os investigadores.
Em adição, os investigadores sugerem que os pacientes diagnosticados com uma contagem de células CD4 inferior a 350 células/mm3 ou que desenvolvam uma doença definidora de Aids dentro de um mês após o diagnóstico, devem ser classificados como tendo infecção pelo HIV diagnosticada tardiamente.
Os investigadores alertam para se ter cuidado pois a confiança apenas na contagem das células CD4 poderá não identificar um número substancial de pacientes que têm um estado avançado de infecção pelo HIV e um risco elevado de morte na altura do seu diagnóstico. Os investigadores escrevem, “estes pacientes podem-se apresentar e morrer sem terem efetuado uma contagem de células CD4”.
FONTE: http://www.adital.com.br/site/noticia2.asp?lang=PT&cod=20530
20.12.05 – BRASIL
ALUNA: DEISE CAVALCANTE DE ARAÚJO
Deise Cavalcante
ResponderExcluir2) DIARREIA AGUDA:
É definida com a diminuição da consistência das fezes ("cocô mole ou com água"), juntamente com o aumento do numero de defecações (número de vezes que a pessoa vai ao banheiro). Para que seja Aguda a Diarréia deve durar menos do que 14 dias. A diarréia aguda pode ser inflamatória (90% das diarréias agudas), causada bactérias ou por vírus, ou causada por toxinas de bactérias que ingerimos com os alimentos ou pode ser medicamentosa quando causada por medicamentos. A diarréia aguda é muitas vezes acompanhada de dor e distensão abdominal e por vezes de náuseas e vômitos. O Intestino está envolvido - enterite - e por vezes além do Intestino também está atingido o Estômago - gastroenterite.
A diarréia inflamatória causada por bactérias pode ser acompanhada de febre e as fezes saem misturadas com sangue (disenteria). A sigela, a salmonela, o campilobacter são as bactérias associadas a estas disenterias. O órgão envolvido nestes casos é o cólon - colite infecciosa.
A diarréia aguda é muito freqüente e se entre nós é uma doença auto-limitada isto é, evolui para a cura ao fim de 4-5 dias, o mesmo não se passa nos povos do terceiro mundo onde a diarréia aguda é uma importante causa de morte, sobretudo nas crianças.
DIARREIA CRÓNICA:
Quando a diarréia se prolonga para além de 4 semanas chama-se diarréia crônica. As causas são múltiplas, mas as mais freqüentes são duas doenças não orgânicas: a Síndrome de Intestino Irritável e a Diarréia Funcional. Na Diarréia Funcional, a diarréia não é acompanhada pelos sintomas que caracterizam a Síndrome de Intestino Irritável.
Outras causas de diarréia crônica são as bactérias, os parasitas, a Doença Celíaca, a Colite Ulcerosa, a Doença de Crohn, a Colite Isquêmica, a Colite Rádica, a Colite Pseudomembranosa, a Colite Microscópica, a Deficiência de Lactase, os Tumores Benignos e Malignos do intestino. Por vezes a causa é medicamentosa: laxantes, hormonais da tiróide, digitálicos, procinéticos, anti-ácidos etc. etc. As doenças endócrinas: diabetes, hipertiroidismo e outras mais raras causadas por tumores que segregam hormonais: VI Pomas, tumor carcinóide, gastrinomas . O médico pode necessitar de pedir alguns exames para chegar a uma conclusão: exames endoscópicos, imagiológicos, sangue e, eventualmente, de fezes. Sobretudo se temos mais do que 45 - 50 anos o médico tem que fazer uma investigação que lhe permita ter a certeza de que não temos uma doença maligna.
FONTE: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/diarreia/diarreia-4.php
DEISE CAVALCANTE DE ARAÚJO
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirDiversos estudos têm mostrado que a Terapia Antiretroviral (TARV) mudou significativamente o padrão de incidência das infecções oportunistas associadas à AIDS e de mortalidade entre os pacientes infectados pelo vírus HIV. Contudo, tem-se destacado, que a efetividade da terapia antiretroviral está diretamente relacionada aos altos níveis de adesão ao tratamento
ResponderExcluirFonte: http://www.prp.rei.unicamp.br/pibic/congressos/xviicongresso/paineis/023494.pdf
Podemos aqui retomar o fato do paciente não estar fazendo uso do TARV, possivelmente por vontade própria, já que ele não lida bem com o fato de ser HIV positivo. Podemos, então, concluir que os sintomas apresentados pelo paciente são de doenças oportunistas.
Gabriela Alcoforado
Deise Cavalcante
ResponderExcluir4) Processos oportunistas mais comuns na fase sintomática inicial:
Candidíase oral e vaginal (inclusive a recorrente):
A candidíase oral é a mais comum infecção fúngica em pacientes portadores do HIV e apresenta-se com sintomas e aparência macroscópica característicos. A forma pseudomembranosa consiste em placas esbranquiçadas removíveis em língua e mucosas que podem ser pequenas ou amplas e disseminadas. Já a forma eritematosa é vista como placas avermelhadas em mucosa, palato mole e duro ou superfície dorsal da língua. A queilite angular, também freqüente, produz eritema e fissuras nos ângulos da boca. Mulheres HIV positivo podem apresentar formas extensas ou recorrentes de candidíase vulvo-vaginal, com ou sem acometimento oral, como manifestação precoce de imunodeficiência pelo HIV, bem como nas fases mais avançadas da doença. As espécies patogênicas incluem Candida albicans, C. tropicalis, C. parapsilosis e outras menos comumente isoladas.
Leucoplasia pilosa oral:
É um espessamento epitelial benigno, causado provavelmente pelo vírus Epstein-Barr, que clinicamente apresenta-se como lesões brancas que variam em tamanho e aparência, podendo ser planas ou em forma de pregas, vilosidades ou projeções. Ocorre mais freqüentemente em margens laterais da língua, mas podem ocupar localizações da mucosa oral: mucosa bucal, palato mole e duro.
Gengivite:
A gengivite e outras doenças periodontais podem manifestar-se de forma leve ou agressiva em pacientes com infecção pelo HIV, sendo a evolução rapidamente progressiva, observada em estágios mais avançados da doença, levando a um processo necrotizante acompanhado de dor, perda de tecidos moles periodontais, exposição e seqüestro ósseo.
Úlceras aftosas:
Em indivíduos infectados pelo HIV é comum a presença de úlceras consideravelmente extensas, resultantes da coalescência de pequenas úlceras em cavidade oral e faringe, de caráter recorrente e etiologia não definida. Resultam em grande incômodo, produzindo odinofagia, anorexia e debilitação do estado geral, com sintomas constitucionais acompanhando o quadro.
Fonte: Ministério da Saúde www.saude.gov.br
DEISE CAVALCANTE DE ARAÚJO
Deise Cavalcante
ResponderExcluir4)Continuação
Diarréia:
Consiste em manifestação freqüente da infecção pelo HIV, desde sua fase inicial. Determinar a causa da diarréia pode ser difícil e o exame das fezes para agentes específicos se faz necessário. Na infecção precoce pelo HIV, patógenos entéricos mais comuns devem ser suspeitados: Salmonella sp, Shigella sp, Campylobacter sp, Giardia lamblia, Entamoeba histolytica, adenovírus, rotavírus. Agentes como Cryptosporidium parvum e Isospora belli, geralmente reconhecidos em fase mais avançada da doença causada pelo HIV, podem apresentar-se como expressão clínica autolimitada.
Sinusopatias:
Sinusites e outras sinusopatias ocorrem com relativa freqüência entre os pacientes com infecção pelo HIV. A forma aguda é mais comum no estágio inicial da doença pelo HIV, incluindo os mesmos agentes considerados em pacientes imunocompetentes: Streptococus pneumoniae, Moraxella catarrhalis e H. influenzae. Outros agentes como S. aureus e P. aeruginosa e fungos têm sido encontrados em quadros de sinusite aguda, porém seu comprometimento em sinusites crônicas é maior. Febre, cefaléia, sintomas locais, drenagem mucopurulenta nasal fazem parte do quadro.
Herpes simples recorrente:
A maioria dos indivíduos infectados pelo HIV é co-infectada com um ou ambos os tipos de vírus herpes simples (1 e 2), sendo mais comum a evidência de recorrência do que infecção primária. Embora o HSV-1 seja responsável por lesões orolabiais e o HSV-2 por lesões genitais, os dois tipos podem causar infecção em qualquer sítio. Geralmente, a apresentação clínica dos quadros de recorrência é atípica ao comparar-se aos quadros em indivíduos imunocompetentes. No entanto, a sintomatologia clássica pode manifestar-se independente do estágio da doença pelo HIV.
Herpes Zoster:
De modo similar ao que ocorre com o HSV em pacientes com doença pelo HIV, a maioria dos adultos foi previamente infectada pelo vírus varicela zoster, desenvolvendo episódios de herpes zoster freqüentes. O quadro inicia com dor radicular, rash localizado ou segmentar, comprometendo um a três dermátomos, seguido do surgimento de maculopapulas dolorosas que evoluem para vesículas com conteúdo infectante. Pode também apresentar-se com disseminação cutânea extensa.
Fonte: Ministério da Saúde www.saude.gov.br
DEISE CAVALCANTE DE ARAÚJO
Deise Cavalcante
ResponderExcluir4) Aids – FASE DE DESENVOLVIMENTO DAS DOENÇAS OPORTUNISTAS.
É a fase do espectro da infecção pelo HIV em que se instalam as doenças oportunistas, que são as doenças que se desenvolvem em decorrência de uma alteração imunitária do hospedeiro. Estas são geralmente de origem infecciosa, porém várias neoplasias também podem ser consideradas oportunistas.
Infecções oportunistas podem ser causadas por microrganismos não considerados usualmente patogênicos, ou seja, que não são capazes de desencadear doença em pessoas com sistema imune normal. Entretanto, microrganismos normalmente patogênicos também podem, eventualmente, ser causadores de infecções oportunistas. Porém, nesta situação, as infecções necessariamente assumem um caráter de maior gravidade ou agressividade para serem consideradas oportunistas.
As doenças oportunistas associadas à aids são várias, podendo ser causadas por vírus, bactérias, protozoários, fungos e certas neoplasias:
Vírus: Citomegalovirose, Herpes simples, Leucoencafalopatia Multifocal Progressiva;
Bactérias: Micobacterioses (tuberculose e complexo Mycobacterium avium-intracellulare), Pneumonias (S. pneumoniae), Salmonelose;
Fungos: Pneumocistose, Candidíase, Criptococose, Histoplasmose;
Protozoários: Toxoplasmose, Criptosporidiose, Isosporíase;
Neoplasias: sarcoma de Kaposi, linfomas não-Hodgkin, neoplasias intra-epiteliais anal e cervical. É importante assinalar que o câncer de colo do útero compõe o elenco de doenças que pontuam a definição de caso de aids em mulher.
Fonte: Ministério da Saúde www.saude.gov.br
DEISE CAVALCANTE DE ARAÚJO
Deise Cavalcante
ResponderExcluirNesta minha postagem da 4ª questão, fica evidente a relação da diarréia com o HIV apresentado pelo paciente do caso. Trata-se de uma sintomatologia caracteristica já na fase aguda da doença e provocada por agentes oportunistas, como por exemplo; Salmonella sp, Shigella sp, Campylobacter sp, Giardia lamblia, Entamoeba histolytica, adenovírus e rotavírus
Diarréia em doentes HIV-positivos é mais freqüente em homossexuais que em heterossexuais ou usuários de drogas. O risco de diarréia crônica está aumentado em imunodeprimidos, homossexuais masculinos e nos usuários de coquetel anti-retroviral.
ResponderExcluirAlguns agentes anti-retrovirais podem provocar diarréia, como didanosina (DDI), zalcitabina (DDC), lamivudina (3TC), abacavir (ABC), delarvina (DLV), nelfinavir (NFV), saquinavir (SQV) e ritonavir (RTV).
mas não podemos ligar esse fato à diarréia do paciente, já que ele não faz uso do TARV. É só pra enriquecer nosso conhecimento.
Fonte: http://www.sbcp.org.br/revista/nbr234/P256_261.htm
Gabriela Alcoforado
Segundo o artigo que li, as lesões orais oportunistas nesses pacientes podem ser fúngicas, bacterianas e virais, além de processos neoplásicos. Verificou-se a ocorrência de lesões típicas como, candidíase nas suas diversas apresentações clínicas (pseudomembranosa, queilite angular, hiperplásico), leucoplasia pilosa, sarcoma de Kaposi, herpes simples, gengivite úlcero-necrosante aguda (GUNA ). O artigo também relata que o vírus herpes humano tipo 8 (HHV-8) está implicado como agente etiológico do sarcoma de Kaposi.
ResponderExcluirPesqui. Odontol. Bras. vol.14 n.1 São Paulo Jan./Mar. 2000
3-O momento de iniciar o tratamento ainda é objeto de muitas discussões, mas há critérios muitos semelhantes em uso em todo mundo. Para dar inicio ao tratamento são necessário manifestações laboratoriais ou clínicas da imunodeficiência estejam presentes. No caso de exames laboratoriais de pacientes assintomáticos , com cd4+ entre 200 e 350 células /mm3 ,deve iniciar o tratamento. Esse independente do critério utilizado para início do TARV deve conter 3 drogas, contendo dois inibidores da transcriptase reversa análagos nucleosídeos(ITRN) e uma droga de outra classe, que geralmente é um inibidor da transcriptase não nucleosídeo(ITRNN), este último tem sido usado preferencialmente o efavirenz, pois resulta em melhor tolerância ( menor incidência de intolerância digestiva, de dispilidemia e de resistência insulínica) e também é de mais fácil adesão pelo menor número de comprimidos.
ResponderExcluirA escolha do esquema de tratamento contendo 2 ITRN e 1 IP é feita para pacientes graves, muito debilitados, com infecções oportunistas que indicam imunossupressão avançada( neurotoxoplasmose, retinite pelo CMV, infecção pela MAC etc.), com valores de cd4 abaixo de 100 cél /mm ou que irão se submeter a quimioterapia.
RAMOS,H. condutas em doenças infecciosas(2004,editora Medsi.
2-complementando sobre diarréia aguda: é um quadro de instalação súbita,tem como principal causa os agentes infecciosos que corresponde a 85% dos casos( virais 70%, bacterianas 25%, parasitárias 5%) ou toxinas.
ResponderExcluirfonte:http://www.isgh.org.br
observem a as fontes de referencias, pois algumas que vesocês colocaram não tem relevância científica.
ResponderExcluirevitem referencias do tipo:
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/diarreia/diarreia-4.php
http://www.adital.com.br/site/noticia2.asp?lang=PT&cod=20530
http://www.angelfire.com/blues/med/sida.html
Deise Cavalcante, o que você postou está correto, mas o que é de fato uma perda de peso significativa?
ResponderExcluirpessoal nós não estamos respondendo questões, estamos discutindo objetivos traçados por vocês.Portanto meus caros alunos vamos discutir cada objetivo.
ResponderExcluircomo podemos dividir didaticamente a infecção pelo HIV?
ResponderExcluirQuais são as doenças oportunistas mais prevalentes em pacientes HIV positivos?
ResponderExcluirPessoal o blog está com muitos textos, da próxima vez que postarem vamo ver se dar pra sermos o mais sucintos possiveis para que discussão flua melhor.
ResponderExcluirconcordo camila, devemos evitar corta e cola.
ResponderExcluirPCR - Reação em cadeia da Polimerase
ResponderExcluirÉ um método de amplificação de DNA.
A informação genética do HIV é em forma de RNA, então ele precisa primeiro ser convertido em DNA pela transcriptase reversa para ser realizado o PCR. Quando isso acontecer, o DNA é dividido em duas vertentes por aquecimento. O primer de DNA correspondente é usado novamente e a polimerase faz uma cópia adicional. Este processo é repetido até que o HIV possa ser detectado.
fonte: http://www.virusmyth.com/aids/hiv/chjtests5.htm
Gabriela Alcoforado
A infecção pelo HIV pode ser dividida em quatro fases clínicas:
ResponderExcluir1.infecção aguda;
2.fase assintomática, também conhecida como latência clínica;
3.fase sintomática inicial ou precoce; e
4.AIDS.
fonte: http://www.faac.unesp.br/pesquisa/nos/olho_vivo/aids/hiv.htm
Gabriela Alcoforado
Em suma, pelo que já foi colocado pelos colegas foi visto que a diarréia no portador de AIDS é pode se instalar devido a várias doenças oportunistas como já foi citado, inclusive à Candidíase, quando esta se prolifera a todo o trato gastrointestinal. Logo, acredito que tanto a diarréia como o eritema no palato foram causados pela candidíase, uma vez que essa é a infecção fúngica mais comum no HIV positivo.
ResponderExcluirInfecção Aguda: Também conhecida como Síndrome da infecção retroviral aguda ou Infecção primária, ocorre em cerca de 50% a 90% dos casos. O tempo entre a exposição e a manifestação dos sintomas varia de 5 a 30 dias e duram, em média, 14 dias. Iniciam no pico da viremia e da atividade imunológica e assemelham-se aos de outras infecções virais. Podem surgir diversos sintomas como febre, adenopatia, faringite, mialgia, artralgia, rash cutâneo maculopapular eritematoso, ulcerações muco-cutâneas em mucosa oral, esôfago e genitália, hiporexia, adinamia, cefaléia, fotofobia, hepatoesplenomegalia, perda de peso, náuseas e vômitos; os pacientes podem apresentar candidíase oral, neuropatia periférica, meningoencefalite asséptica e síndrome de Guillain-Barré. Os achados laboratoriais são inespecíficos e transitórios e incluem: linfopenia seguida de linfocitose, presença de linfócitos atípicos, plaquetopenia e elevação sérica das enzimas hepáticas. A ocorrência da síndrome de infecção retroviral aguda clinicamente importante ou a persistência dos sintomas por mais de 14 dias indicam evolução mais rápida para AIDS.
ResponderExcluirfonte:http://www.faac.unesp.br/pesquisa/nos/olho_vivo/aids/hiv.htm
PERDA DE PESO SIGNIFICATIVA, segundo o artigo que encontrei é a perda de 5% ou mais do peso corporal em seis a doze meses, sem que haja restrição alimentar, sendo necessária a busca por uma doença subjacente!
ResponderExcluirhttp://rmmg.medicina.ufmg.br/index.php/rmmg/article/viewDownloadInterstitial/215/200
ELIZA MAIA
ResponderExcluirtentativa de responder a pergunta do prefessor Anchieta "Quais são as doenças oportunistas mais prevalentes em pacientes HIV positivos? "
Encontrei no site da Sociedade Brasileira de Infectologia que algumas doenças oportunistas são essas:
pneumonia por Pneumocystis; encefalite por Toxoplasma gondii; criptosporidiose; microsporidiose; infecção e doença pelo Mycobacterium tuberculosis; doença complexa disseminada pelo M. avium; doença respiratória bacteriana, infecções entéricas bacterianas; bartonelose; sífilis; candidíase mucocutânea; criptococose; histoplasmose; coccidioidomicose; aspergilose; doenças por citomegalovirus; por HHV-6 e HHV-7; pelo vírus Herpes simplex; pelo vírus varicela-zoster; pelo Herpesvirus humano-8 e pelo papilomavirus humano; infecções pelos vírus da hepatite B e da hepatite C; e leucoencefalopatia multifocal progressiva/infecção pelo vírus JC.
ELIZA MAIA
ResponderExcluirtambém achei interessante algo que li falando dos motivos pelos quais alguns pacientes HIV positivos não seguem o TARV adequadamente.
“Antes da disseminação do emprego de potentes tratamentos antirretrovirais combinados, as infecções oportunistas, que foram definidas como aquelas que são mais frequentes ou mais graves devido à imunossupressão nas pessoas infectadas pelo HIV, representaram as principais causas de morbidade e mortalidade, nesta população”, escreveram Jonathan E. Kaplan, médico do CDC em Atlanta, Geórgia, e colaboradores.
Apesar da disponibilidade de tratamentos antirretrovirais, nos Estados Unidos e em outros países industrializados, estas infecções continuam sendo causa de morbidade e mortalidade consideráveis por três razões primárias:
1) muitos pacientes não sabem de sua infecção pelo HIV e procuram atendimento médico somente quando as doenças oportunistas tornam-se o indicador inicial da enfermidade;
2) alguns sabem da infecção, mas não fazem tratamentos antirretrovirais por causas psicológicas ou econômicas;
3) outros fazem o tratamento, mas não atingem as respostas virológica e imunológica adequadas, devido a fatores relacionados com aderência, farmacocinética ou características biológicas inexplicáveis.
- Fase assintomática
ResponderExcluirNa infecção precoce pelo HIV ou fase assintomática, são poucas ou inexistentes as alterações no estado geral. Alguns podem apresentar linfoadenopatia generalizada persistente, flutuante e indolor que podem mesmo passar despercebida.
- Infecção sintomática inicial
Nesta fase, podem surgir sinais e sintomas inespecíficos, de intensidade variável e processos oportunistas de pouca gravidade, principalmente em pele e mucosas. As alterações mais freqüentes são:
a) sinais e sintomas inespecíficos
• Sudorese noturna
• Fadiga
• Emagrecimento
• Trombocitopenia
b) Processos oportunistas mais comuns na fase sintomática inicial
• Candidíase Oral e Vaginal
• Leucoplasia Pilosa Oral
• Gengivite e outras doenças periodontais
• Úlceras Aftosas
• Diarréia
• Sinusites e outras sinusopatias
• Herpes Simples Recorrente
• Herpes Zoster
Após esta fase encontramos o quadro conhecido e descrito como AIDS. A síndrome produzida pela infecção pelo HIV.
fonte:http://www.faac.unesp.br/pesquisa/nos/olho_vivo/aids/hiv.htm
Gabriela Alcoforado
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirCRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS DE AIDS
ResponderExcluirEntre os exames pedidos para esclarecimento diagnóstico são importantes o hemograma e a contagem de linfócitos T CD4+, para conhecer o grau de comprometimento imunológico, a coprocultura e a pesquisa de ovos e parasitas.Caso essas provas sejam negativas, devemos indicar a colonoscopia com biópsia, que proporciona diagnóstico clínico e histológico de várias doenças colorretais, e a endoscopia digestiva alta.
SIDA, ACHADOS CLÍNICOS E DOENÇAS OPORTUNISTAS
ResponderExcluirEm 1986, o Center for Disease Control, de Atlanta, definiu uma série de sintomas e sinais como sugestivos de AIDS, devido não haver método para confirmação diagnóstica. Eram eles febre alta (38-39o C) durante 30 dias; perda de peso de 10% ou mais em três meses; depressão, astenia, anorexia; e diarréia prolongada, caracterizada por três ou mais evacuações por dia durante 30 dias. Esses dados mostram que, desde aquela época, os sintomas colorretais eram considerados de importância. Entre eles, a diarréia ocorria entre 50 e 80% dos doentes.
Diarréia crônica é problema comum em doentes infectados pelo HIV. Com a piora da imunodeficiência, o sintoma é causado por agentes oportunistas. Os agentes etiológicos relacionados à diarréia têm sido identificados entre 29% e 73% dos doentes. Os citados com maior freqüência são os protozoários Criptosporidium parvum, Isospora Belli, Microsporidium, Giardia lamblia e Entameba hystolitica, o helminto Strongyloides stercoralis, as bactérias Escherichia coli, Bacteróides hominis e Campylobacter jejuni, a micobactéria Micobacterium avium intracelulare, o fungo Histoplasma capsulatum e os vírus Adenovírus, Citomegalovirus (CMV) e Coronavirus.Os protozoários são considerados os mais comuns em regiões desenvolvidas, principalmente a Isospora belli e o criptosporidium e a Giardia e o helminto Strongilóides em regiões em desenvolvimento. Por esse motivo, os doentes HIV-positivos com diarréia devem ter as fezes investigadas.
CONTINUAÇÃO
ResponderExcluirOs parasitas protozoários entéricos estão mais associados com diarréia crônica, particularmente na piora da imunodepressão dos doentes dessa população. Entretanto, a introdução dos inibidores da protease no arsenal terapêutico para tratamento da AIDS vem melhorando a imunodepressão desses doentes. Todavia, devemos lembrar que essas novas medicações podem provocar esse distúrbio intestinal. Na era dos inibidores da protease a diarréia continua sendo queixa freqüente nos doentes HIV-positivos. Embora a terapia anti-retroviral tenha diminuído a incidência da forma infecciosa, a porcentagem de doentes com diarréias não infecciosas cresceu de 32% a 70% no período do estudo (1997-2003).
A etiologia viral foi observada por microscopia eletrônica em 17% dos doentes e 61% dos portadores de vírus apresentavam coinfecção com outro enteropatógeno. A microscopia óptica de biópsias do cólon pode identificar colite por Adenovirus que, por sua vez, facilita a infecção pelo CMV.
Alguns tumores também são encontrados em doentes HIV-positivos, estando relacionados à condição de imunodepressão. Os mais comuns são o sarcoma de Kaposi (mais comum), o linfoma não-Hodgkin e o carcinoma espinocelular, freqüente na margem anal, mas que pode invadir o canal anal e a porção inferior do reto. Ainda podem ser encontrado pólipo adenomatoso em cólon direito e adenocarcinoma de cólon esquerdo, próximo ao ângulo esplênico. Foram observadas lesões tumorais de cor vinhosa cujo aspecto endoscópico sugeria sarcoma de Kaposi. Há diminuição na incidência desses tumores na época dos inibidores da protease.
MANZIONE CR; NADAL SR; CALORE EE; MANZIONE TS. Achados Colonoscópicos e Histológicos em Doentes HIV+ com Diarréia Crônica. Rev bras Coloproct, 2003;23(4):256-261
9. DIAGNÓSTICO PARA AIDS(Complementando a resposta de Deise)
ResponderExcluirDESCULPA O TAMANHO DO TEXTO< TENTEI RESUMIR AO MÁXIMO!
Esquematizando, o que encontrei é que existem vários exames para diagnóstico de AIDS, sejam eles baseados em (1)detecção de anticorpos para o vírus(como o famoso ELISA), (2) detecção de antígenos, (3)Cultura Viral ou (4)Amplificação do genoma do vírus(o PCR que discutimos).
O que todos conhecem é o ELISA, que por ter um baixo custo é o mais utilizado para triagem inicial, com mais de 99,5% de certeza, pois é muito específico, embora só avalie a resposta do hopedeiro ao vírus. O teste de confirmação mais utilizado é o Western Blot, da mesma categoria do ELISA, só que mais específico.
A linfometria onde o número de linfócitos TCD4+ for menor que 200cel/mm³ é diagnóstico para AIDS. O PCR é dividido em QUALITATIVO(usado para diagnóstico de infecção por HIV) e QUANTITATIVO(usado para prognóstico)
A linfometria e o PCR QUANTITATIVO, também chamado CARGA VIRAL, são mais utilizados para ACOMPANHAMENTO(!) da resposta imunológica do paciente durante a TARV, assim como para a escolha da melhor terapia e o prognóstico do paciente. Para a linfometria, quanto mais baixa e mais próxima de 200cel/mm³ for a contagem de linfócitos TCD4+, maior a chance de progressão da doença. Quanto à carga viral, se esta for menor que 5000cópias/mL de sangue, há um menor risco para progressão da doença, que por sua vez aumenta proporcionalmente aos níveis de RNA de HIV no organismo, sendo valores maiores que 50000 cópias/mL indicadores de grande risco.
http://www.salves.com.br/virtua/aidsaids.htm
http://www.professorallan.com.br/UserFiles/Arquivo/Artigo/artigo_diagnostico_de_aids_e_o_falso_positivo.pdf
www.infectologia.org.br/pec/library/download.asp?...HIVAids...0
www.aids.gov.br
http://www.tedebc.ufma.br/tde_arquivos/15/TDE-2009-12-15T160011Z-386/Publico/FLAVIA%20LOPES%20CARVALHO.pdf
Um breve historico da emergencia do HIV e dos anti-retrovirais (baixa adesão)
ResponderExcluirNa década de 80, houve a emergência do vírus da imunodeficiência humana (HIV)/aids. Ao longo desses 30 anos, essa epidemia pode ser dividida em fases onde se destacam os períodos de desconhecimento da etiologia e do modo de transmissão bem como o período de identificação do vírus, da determinação dos fatores de risco, do aprimoramento dos testes laboratoriais e da necessidade de revisão de normas de biossegurança e de direitos humanos.
Em 1986 surgiu o primeiro anti-retroviral (ARV), a Zidovudina. O ano de 1996 representou um marco, pois nesse período foi proposto o tratamento com associação de drogas ARV, inibidoras de duas enzimas essenciais para a multiplicação viral efetiva, a transcriptase reversa e a protease. Assim, a introdução da terapia anti-retroviral (Highly Active Antiretroviral Therapy - HAART)(1) desenvolveu o potencial de transformar a aids em doença crônica. Essa terapêutica tem imposto benefícios consideráveis ao seu usuário como prolongamento de sobrevida, melhoria da qualidade de vida, diminuição de episódios mórbidos e diminuição do número e freqüência de internações; entretanto, requer perfeita adesão. A má adesão gera falências, possibilitando a emergência de estirpes virais resistentes, comprometendo o prognóstico do indivíduo, o foco da má adesão centraliza-se sobretudo nos efeitos colaterais. A taxa de adesão para tratamento de doenças crônicas é, em geral, baixa, e isso se agrava significativamente quando associado a uma doença com limitada perspectiva de sobrevida.
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-11692005000500005&lng=pt&nrm=iso
Criptococose/pacientes com AIDS
ResponderExcluirA criptococose é a micose de caráter sistêmico mais freqüente em pacientes com aids6 e a terceira causa de doença oportunista do sistema nervoso central (SNC). Infecções fúngicas oportunistas são observadas com grande freqüência em indivíduos imunocomprometidos. Criptococose causada por Cryptococcus neoformans vem assumindo papel relevante por ser considerada uma das micoses mais comuns nos pacientes com (SIDA) produzindo lesões principalmente no (SNC), em particular as meninges.
Após inalação, as leveduras multiplicam-se no pulmão, frequentemente de forma assintomática. Mais tarde, se o indivíduo estiver debilitado, disseminam-se pelo sangue, especialmente para o cérebro. O sistema imunitário destrói os organismos sanguíneos, mas não detecta aqueles já presentes no líquido cefalo-raquidiano (uma vez que é muito pobre em linfócitos). O resultado mais frequente é a multiplicação das leveduras nesse liquido rico em glicose que envolve o cérebro, com inflamação das meninges (membranas), ou seja, meningite. Sintomas são aqueles de todas as meningites mas de intensidade mais moderada: dor de cabeça, náuseas, vómitos e fotofobia (sensibilidade exagerada à luz), que podem durar várias semanas (ao contrário da meningite bacteriana que é fatal em apenas algumas horas).
Em indivíduos imunodeficientes (com por exemplo SIDA/AIDS, tomando corticosteróides ou com outra patologia crónica associada) a condição é mais grave e cura com encefalite potencialmente mortal. Pode ainda causar lesões na pele e ossos.
Juntamente com a candidíase, a criptococose, são infecções fúngicas oportunistas no portador de HIV.
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0037-86822006000200020
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0037-86822000000100011&script=sci_arttext&tlng=es
Ocorrendo principalmente nos doentes com número de linfócitos T CD4 menor que 200 células/mm3 – característica causada pelo próprio vírus e, no caso em específico, das inadequações alimentares crônicas com dieta pobre em vitaminas e nutrientes – a etiologia do processo diarreico na AIDS pode ser causada por vírus (Cytomegalovirus, Herpes simplex), bactérias (Clostridium difficile, Salmonella, Shigella, Campylobacter, e Mycobacterium não envolvida com a tuberculose), fungos (Candida species), protozoários (Microsporidium, Cryptosporidium) e helmintos, assim como pelo próprio HIV. Neste último caso, o HIV determina efeitos diretos sobre a mucosa intestinal: apoptose, abscessos, atrofia das vilosidades e má absorção e digestão. Este fator isolado, no entanto, é potencializado ao aliar-se à infestação por parasitas intestinais como o Cryptosporidium parvum, que assumem lugar de destaque causando doenças graves nestes pacientes, destacando-se ainda a microsporidiose e a isosporíase.
ResponderExcluirReferências:
http://www.scielo.br/pdf/rsbmt/v42n5/13.pdf
http://www.biomedcentral.com/content/pdf/1471-2334-9-155.pdf
http://www.scielo.br/pdf/rsbmt/v43n1/a06v43n1.pdf
Everton Luiz
O comentário acima foi a respeito do objetivo 1.
ResponderExcluirUma curiosidade que cabe ao assunto, so reiteranto o que - se nao me engano - Gabi Alcoforado tinha comentado, é que aumentando-se a imunidade em pacientes acometidos pelo HIV a partir de terapia antirretroviral, isso ajuda a reduzir o risco de aquisição e/ou proliferação de infecções parasitárias associadas ao vírus da AIDS. Fato este que interfere diretamente na diminuiçao das ocorrências de diarreia.
Os critérios que definem Aids são baseados em clínicos e laboratoriais e estes critérios nos guia no que diz respeito ao início da TARV. Os critérios clínicos são baseados nos critérios de caracas/rio de janeiro.O que é , e quais são os criterios de caracas/rio de jeniro. E Qualou quais os critério(s) laboratorial(is) nos faz indicar tratamento anti-retroviral.
ResponderExcluirProfessor, eu so havia estudado, não pelo caracas/rio, mas por uma convenção em Brasilia-2006 que dizia o seguinte(RESUMIDAMENTE):
ResponderExcluir#Assintomáticos sem contagem de linfócitos T-
CD4+ disponível ou CD4+ > 350 ----- NÃO TRATAR
#Assintomáticos com CD4 entre 200 e 350
células/mm3-------- CONSIDERAR TRATAMENTO
#Assintomáticos com CD4 <200 células/mm3--------- TRATAR + QUIMIOPROFILAXIA PARA IO(infecção oportunista
#Sintomáticos----- TRATAR + QUIMIOPROFILAXIA PARA IO
vou buscar mais tarde no de caracas p/ postar.
http://www.infectologia.org.br/pec/library/download.asp?versaoID=349&arquivoNome=PEC-SBI_HIVAids_consenso%20brasileiro%20TARV%202006.pdf&temp=0
Deise Cavalcante
ResponderExcluirEncontrei uma resposta mais direta sobre o criterio de diagnostico da AIDS.
Resumo definição de caso de aids em adultos (maiores de 13 anos)
Existência de dois testes de triagem ou um confirmatório para detecção de anticorpos anti-HIV + Evidência de Imunodeficiência: diagnóstico de pelo menos uma doença indicativa de Aids e/ou Contagem de linfócitos T Cd4+ inferior a 350 células/mm3.
Resumo definição de caso de Aids em crianças (menores de 13 anos)
Evidência laboratorial da infecção pelo HIV em crianças para fins de vigilância epidemiológica + diagnóstico de pelo menos duas doenças indicativas de Aids de caráter leve e/ou diagnóstico de pelo menos uma doença indicativa de Aids de caráter moderado ou grave e/ou Contagem de linfócitos T CD4+ menor do que a esperada para a idade atual.
FONTE: bepa-agencia@saude.sp.gov.br
Ministério da Saúde www.saude.gov.br
DEISE CAVALCANTE
Deise Cavalcante
ResponderExcluirApenas complementando o que eu e Gabriela Alcoforado haviamos falado sobre as doenças oportunistas.
As pessoas com aids, apresentam infecções muitas vezes severas e às vezes são fatais, pois o sistema imunológico do indivíduo está danificado pelo HIV. Os sintomas determinados por elas vão desde tosse até coma, dependendo do agente causador ou do estágio de evolução.
Tambem fazem parte das infecções oportunista:
- Tuberculose
- Pneumocistose (Pneumocystis carinii)
- Infecções fúngicas recorrentes na pele, boca e garganta
- Diarréia crônica por Isóspora ou criptosporidium
- Neurotoxoplasmose
- Neurocriptococose
- Citomegalovirose
Fonte: Ministério da Saúde www.saude.gov.br
Deise Cavalcante
ResponderExcluirPara relacionar a perda de peso com o HIV, devemos saber de que forma se avalia o estado nutricional do paciente, para isso segue o devido método de avaliação do estado nutricional.
MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL
A apreciação do estado nutricional baseia-se atualmente em índices antropométricos e biológicos. Os índices antropométricos abrangem peso total, estatura, composição corporal e suas proporções em gordura e em proteínas, além da determinação do potássio corporal total, normalizado pela altura e idade. A imunocompetência é um índice que permite efetuar uma aproximação objetiva da desnutrição e correlacioná-la com morbidade e mortalidade nos doentes com AIDS.
O exame clínico deve avaliar o estado geral, a força muscular e as medidas das pregas cutâneas, permitindo classificar a desnutrição em leve, moderada ou severa. O método prático mais atual para avaliação da redistribuição de gordura é a medida das circunferências de cintura e quadril, com cálculo da razão cintura-quadril, considerando-se que valores acima de 0,85 para mulheres e acima de 0,95 para homens podem ser indicativos de lipodistrofia.
FONTE: Revista de Nutrição
Print version ISSN 1415-5273
Rev. Nutr. vol.16 no.4 Campinas Oct./Dec. 2003
doi: 10.1590/S1415-52732003000400009
FASES DO ADOECER
ResponderExcluir1) Regressão: é a primeira e mais constante das consequências psíquicas. O paciente adota um comportamento infantil, de dependência e egocentrismo. Essa reação é útil na medida que o paciente se deixa ajudar, renuncia temporariamente as suas atividades habituais e aceita a hospitalização.
2) Negação: "Não, não é, não pode ser!!". É uma defesa contra a tomada de consciência da enfermidade, que consiste na recusa parcial ou total da percepção do fato de estar doente, sendo frequentemente encontrada nas fases iniciais das doenças agudas (IAM) ou de prognóstico grave (câncer).
3) Minimização: o paciente tenta diminuir a gravidade do seu problema.
4) Raiva e Culpa: "Por que logo eu?", "Que foi que eu fiz para merecer isto?". Um dos primeiros alvos é o médico: o paciente questiona a validade do diagnóstico, troca de profissional. Esses sentimentos podem ser dirigidos também a outras pessoas de convívio próximo ou a si próprio.
5) Depressão (no sentido de desmoralização): Todo paciente, independente do diagnóstico e da gravidade do seu problema, apresenta um componente "depressivo" consequente à perda de sua saúde. Ocorre devido ao ataque à imagem corporal, à auto estima e ao sentimento de identidade do indivíduo.
6) "Doctor Shopping": o paciente sai em busca de alternativas ou de pessoas que se proponham a restabelecer sua saúde. Faz um verdadeiro "shopping" de médicos.
7) Rejeição: o paciente já tomou conhecimento de sua doença, tem certeza de sua existência mas evita falar ou realizar atividades que lembrem a enfermidade.
8) Pensamento mágico: é a crença de que um ritual pode reverter o seu quadro.
9) Aceitação: permanente tentativa de buscar uma "convivência razoável" com a doença. Não significa uma aceitação passiva nem uma submissão à doença, mas sim que a reação depressiva provocada pela doença pode ser elaborada e controlada pelo paciente.
Não necessariamente o paciente precisa passar por todas estas fases, muito menos, na ordem descrita. Porém é comum que um indivíduo, ao descobrir uma doença incurável que ele viva algumas destas etapas (negação, raiva/culpa, depressão e aceitação, principalmente).
ResponderExcluirFonte:
As reações Psicológicas à doença e ao adoecer
http://www.ccs.ufsc.br/psiquiatria/981-08.html -
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirELIZA MAIA
ResponderExcluirEncontrei falando em um artigo que diarréia está fortemente associada a infecção pelo vírus HIV.
Nos países desenvolvidos chega a 50% das doenças gastrointestinais e nos subdesenvolvidos até 95%. A principal causa são as infecções por parasitas (ex: Giardia) , as quais são tidas como infecçoes oportunistas devido a imunosupressão do paciente. Há também outras causas.
Pode ser :
*efeito colateral das drogas antivirais o que não é o caso já que ele não faz uso de medicação
*dieta o que se relaciona com a má alimentação do paciente
*infecção direta do vírus nas células intestinais
*e associada a doenças neoplásicas
FONTE:
Perfil das enteroparasitoses diagnosticadas em pacientes
com infecção pelo vírus HIV na era da terapia
antiretroviral potente em um centro de referência
em São Paulo, Brasil – Sérgio Cirmeman e colaboradores
TARV E LIPODISTROFIA
ResponderExcluirAo compararmos as respostas sobre a fase aguda da epidemia dos anos 80 com as atuais, percebemos três momentos, com traços distintos quanto à percepção do corpo: 1) a perda de peso da fase aguda, associada às doenças oportunistas, como já foi falado bastante no blog; 2) uma segunda fase de recuperação do peso associado ao surgimento do coquetel (TARV); 3) e um terceiro momento marcado pela lipodistrofia e pelo acúmulo e perda de gordura de maneira disforme pelo corpo, em que a doença volta a ter traços e marcas no corpo, que haviam sido suprimidas logo após a introdução dos anti-retrovirais.
A TARV mudou a "cara da aids", que deixou de ser a cara magra e recentemente começou a ser "substituída" pelas mudanças corporais causadas principalmente pela lipodistrofia. Se antes a magreza era um sinal da doença, agora o acúmulo de gordura passa a ser um novo sinal físico de sua manifestação.
Após o aumento de peso, surgem as gorduras indesejáveis e disformes. A síndrome lipodistrófica do HIV pode manifestar-se como um distúrbio na distribuição da gordura corporal, com acúmulos de gordura que podem aparecer na região abdominal, na parte posterior do pescoço e na região peitoral; ao lado da perda de gordura na face, braços, pernas e nádegas
http://www.scielosp.org/scielo.php?pid=S1413-81232008000600019&script=sci_arttext&tlng=es
Só para complementar o que muito dos meus amigos aqui já debateram a respeito do item 7 : HIV e perda de peso.
ResponderExcluirA perda de peso é um dos sintomas mais comuns da infecção pelo HIV, podendo acontecer em qualquer estágio da doença. Esse sintoma deve ser tratado seriamente, pois a perda involuntária de peso é, freqüentemente, sinal de doença ou infecção ativa relacionadas ao HIV, podendo ainda reduzir a eficácia do sistema imunológico.
Causas da perda de peso durante a infessção pelo HIV
- O próprio HIV pode aumentar a taxa de nutrientes que o organismo consome (bolismo elevado).
- O HIV pode alterar o revestimento do intestino, dificultando a absorção dos nutrientes (má-absorção intestinal).
- Outras infecções no intestino podem causar má-absorção e/ou diarréia.
Certas condições específicas, tais como infecções de garganta e bucal, podem dificultar a alimentação.
Alguns medicamentos podem diminuir o seu apetite ou causar efeitos colaterais tais como náusea, vômito, indigestão ou alteração no paladar, os quais o desistimularão a se alimentar.
Como evitar a perda de peso
Os modos mais eficazes de evitar a perda de peso são: tratar rapidamente as infecções relacionadas ao HIV e consumir nutrientes adequadamente. Lembrando que é muito mais fácil evitar a perda de peso do que conseguir recuperá-lo.
http://www.brasilwiki.com.br/noticia.php?id_noticia=6667
Diagnóstico de acordo com Rio de Janeiro/Caracas
ResponderExcluirExistência de um teste de triagem reagente ou um confirmatório ou dois testes rápidos positivos para detecção de anticorpos anti-HIV.
+ Somatório de, pelo menos, 10 pontos, de acordo com uma escala de sinais, sintomas ou doenças.
ESCALA DE SINAIS, SINTOMAS E DOENÇAS NO CRITÉRIO RIO DE JANEIRO/CARACAS
· Dois pontos - Anemia e/ou linfopenia e/ou trombocitopenia; astenia (mais de 1 mês, excluída a tuberculose como causa básica); caquexia (perda involuntária de + de 10% do peso corporal, excluída a tuberculose como causa básica); dermatite persistente; diarréia (mais de 1 mês); febre (= 1 mês, excluída a tuberculose como causa básica); linfadenopatia (dois ou mais sítios) e tosse persistente (excluída a tuberculose como causa básica).
· Cinco pontos - Candidose oral ou leucoplasia pilosa; disfunção do sistema nervoso central; herpes zoster em indivíduos com até 60 anos de idade e tuberculose pulmonar, pleural ou de linfonodos localizados numa única região.
· Dez pontos - Outras formas de tuberculose e sarcoma de Kaposi. Define-se como investigação epidemiológica inconclusiva aquela na qual, após a busca em prontuários, o caso não possa ser descartado ou enquadrado num dos critérios principais, pelo não-registro de dados clínicos/laboratoriais.
A data do diagnóstico a ser transcrita na ficha de notificação/investigação é aquela em que o indivíduo se enquadra em um dos critérios de definição de caso de Aids, ou seja, tenha evidência clínica e laboratorial, exceto quando do critério óbito. Nesse caso, a data do diagnóstico é a data do óbito.
ESSES CRITÉRIOS DE DEFINIÇÃO DE CASO DE AIDS SÃO EM INDIVÍDUOS COM 13 ANOS OU MAIS, PARA FINS DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA.
fonte:http://www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/1721/aids.htm
Gabriela Alcoforado
PESSOAL SOLICITO NÃO ENTRAR COM O E-MAIL DA TURMA.(TURMA93)
ResponderExcluirSOLICITO ENTRAR COM O EMAIL DE VOCÊS E POR FAVOR COLOQUEM O NOME DE VOCÊS PARA QUE EU POSSA IDENTIFICÁ-LOS.
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ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirem relação ao TARV:
ResponderExcluirO início da terapia é recomendado para pacientes com manifestações clínicas associadas ao HIV, independentemente da contagem de linfócitos T-CD4+ e da carga viral plasmática, e para aqueles com contagem de linfócitos T-CD4+ abaixo de 200 células/mm3, independentemente da presença de sintomas ou da magnitude da carga viral. Além de terapia anti-retroviral, quimioprofilaxia para infecções oportunistas deve ser indicada sempre que a contagem de linfócitos T-CD4+ estiver próxima ou inferior a 200/mm3 ou quando houver condição clínica sugestiva de imunodeficiência associada ao HIV. Para os assintomáticos e com contagem de linfócitos T-CD4+ acima de 350/mm3,
os benefícios parecem ser insuficientes para contrabalançar os potenciais efeitos adversos e o risco de falha terapêutica, que levam à piora na qualidade de vida.
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/consenso_adulto_2005_2006.pdf
Quanta a essa falha terapêutica que citei na postagem anterior, existem dois tipos:
ResponderExcluirA falha virológica primária: que corresponde aos pacientes que não conseguem suprimir a viremia de forma satisfatória após alguns meses de terapia. Representa de 10 a 20% dos pacientes.
A falha virológica secundária: falha virológica após um ano de tratamento para os pacientes que apresentam boa resposta inicial, sendo a taxa de reposta virológica a tratamentos subsequentes progressivamente menor.
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/consenso_adulto_2005_2006.pdf
Para indivíduos assintomáticos com contagem
ResponderExcluirde linfócitos T-CD4+ entre 200 e 350/mm3, o
tratamento deve ser considerado, dependendo da
evolução dos parâmetros imunológicos (contagem
de linfócitos T-CD4+) e virológicos (carga viral) e de outras características do paciente (motivação, capacidade de adesão, co morbidades). Caso
não se inicie o tratamento, as avaliações devem ser realizadas em intervalos de no mínimo,
três vezes ao ano para que seja, instituído logo que ocorra piora imunológica (queda significativa da contagem de linfócitos T-CD4+, isto é, maior que 25%) e, idealmente, antes que ocorram manifestações clínicas. Quando não é possível o acompanhamento freqüente da contagem de linfócitos T-CD4+, o início do tratamento é recomendado.
Além disso, quanto mais próxima de 200 células/
mm3 estiver a contagem de linfócitos T-CD4+, especialmente se associada à carga viral plasmática elevada (maior que 100.000 cópias/mm3), maior é o risco de progressão. Neste contexto, a terapia anti-retroviral deve ser iniciada.
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/consenso_adulto_2005_2006.pdf
como vocês já conhecem e já falaram das causas de diarreia em pacientes com Aids, como poderemos investigar cada uma delas, ou seja que exames podemos solicitar, e como é feito cada exame e como interpretaremos os resultados.
ResponderExcluirpessoal referencias tipo:http://www.brasilwiki.com.br/noticia.php?id_noticia=6667, não devem ser usadas como referencias cientificas, pois não são respaldadas pela comunidade cientifica.
ResponderExcluirPortanto evitem referencias de sites não oficiais, e de sites que não tem carater cientifico.
Sugestões!!!!
ResponderExcluirAlgumas referências citadas pelo pessoal da turma A e D, são mutio boas discutam com eles também o caso se quizerem.
A terapia inicial sempre deve incluir três drogas: dois inibidores da transcriptase reversa análogos de nucleosídeo (ITRN) associados a um inibidor de transcriptase reversa não-análogo de nucleosídeo (ITRNN) ou a um inibidor da protease (IP). Esquemas duplos (apenas com dois ITRN) são contra-indicados, já que a terapia dupla é subótima em termos de supressão viral e evolui mais rapidamente para falha, comprometendo, freqüentemente, toda a classe de ITRN e reduzindo a chance de se obter um esquema subseqüente potente.
ResponderExcluirQuanto à opção entre esquemas triplos para indivíduos virgens de tratamento, um
ITRNN continua sendo recomendado preferencialmente como a terceira droga a ser
associada a dois ITRN, independentemente da contagem de linfócitos T-CD4+. Isso ocorre em função de os esquemas contendo ITRNN apresentarem menor freqüência de efeitos adversos, particularmente metabólicos, como dislipidemias e resistência à insulina, e de serem, em geral, de posologia mais simples, o que, provavelmente, facilita a adesão ao tratamento, quando comparados com a maioria dos IP. Quanto as taxas virológica e imunológica, os dois grupos (ITRNN e IP) apresentam resultados semelhantes.
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/consenso_adulto_2005_2006.pdf
Complementando algumas doenças não citadas anteriormente por Claudiane,as lesõs da mucosa oral também podem ser causadas por
ResponderExcluirHistoplasmose(infecção fúngica); Gengivite e Periodontite associadas ao HIV(infecção bacteriana); Mycobacterium avium intracellulare(agente bacteriano)
Agentes virais: Varicella zoster; Papiloma virus; Manifestações de etiologia desconhecida: Estomatites aftosas recorrentes; Púpuras; aumento das glândulas salivares.
http://www.odontologia.com.br/artigos.asp?id=31
ei pessoal cadê vocês?! Ainda tem muito assunto para ser discutido sobre Infecção pelo hiv, micologia e parasitologia
ResponderExcluirVocês estam discutindo muito bem os assuntos no blog. parabéns pessoal.
ResponderExcluirComo estamos estudando micologia, o prof Anchieta solicitou que comentassemos a respeito de micologia em pacientes HIV, estou postando um trecho de um relato de caso.
ResponderExcluirDesde a descoberta do HIV, houve um crescente número de casos de infecções fúngicas. As doenças dermatológicas estão classificadas entre as manifestações mais freqüentes nos indivíduos HIV-positivos. A onicomicose pode
ser considerada marcador clínico precoce da infecção por HIV por se apresentar antecipadamente a outros sintomas ou, ainda, como único quadro clínico do paciente
durante parte do curso da infecção, sendo freqüente quando a contagem de células
CD4+ aproxima-se de 450 células/ml.
Entre os agentes etiológicos de onicomicose, destacam-se as leveduras, os dermatófitos e os fungos filamentosos não dermatófitos. Dermatófitos são responsáveis por aproximadamente 90% das onicomicoses dos pés; as leveduras,por 50% das infecções nas unhas das mãos.
Espécies de Candida, particularmente Candida albicans, são as principais
responsáveis por onicomicoses em unhas das mãos.
http://www.micologia.com.br/pdf/Onicomicose_pacientes_HIV_positivos.pdf
Bem, a discussão já se encontra bastante avançada, então vou apenas acrescentar algo que acho bastante válido nesse caso.
ResponderExcluirLesões cutaneomucosas são bastante frequentes HIV positivos. Nessa população infecções (virais, fúngicas e bacterianas), tumores (sarcoma de Kaposi, carcinoma basocelular e espinocelular), farmacodermias, erupções eritêmato-escamosas e papulopruriginosas são comuns.
A prevalência de problemas dermatológicos durante a evolução da infecção pelo vírus HIV pode chegar a 92%. Sabendo disso, é de extrema importância o conhecimento dessas manifestações cutaneomucosas, pois:
- Pode ser o primeiro sinal da infecção em pacientes soropositivos.
- Pode ser o primeiro indicativo de uma infecção oportunista sistêmica.
- Podem prejudicar profundamente a estética do paciente, que já tem que lidar com o fato de ser HIV positivo, reduzindo sua qualidade de vida drasticamente.
Infecções virais e bacterianas, tumores, farmacodermias e outras manifestações não me parecem ser objetivos específicos desse caso, então me concentrarei nas infecções fúngicas.
A candidíase oral é a infecção mais frequente em pacientes portadores do HIV. A principal espécie envolvida é a Candida albicans, presente em mais de 90% dos doentes com AIDS, sendo, com frequência, o primeiro sinal de infecção em indivíduos previamente assintomáticos, indicando deterioração da função imune.
Infecções por dermatófitos e pitirospóricas (manifestada como pitiríase versicolor) são relativamente frequentes em casos de HIV. Micoses profundas também são de relevância nesses casos, podendo levar ao falecimento do paciente soropositivo em casos graves, micoses essas que podem ser:
Histoplasmoses, Criptococoses, Esporotricose, Paracoccidioidomicoses e infecções por Penicillium marneffei (endêmico na Ásia).
Em casos como esses descritos a confirmação diagnóstica se dá por biópsia com coloração específica e cultura. A droga de escolha para o tratamento, na maior parte das vezes é a anfotericina B, podendo ser utilizados também fluconazol, itraconazol e, no caso da esporotricose, iodeto de potássio.
Fonte: Manifestações dermatológicas da infecção pelo HIV, Anais Brasileiros de Dermatologia, 2000
ELIZA MAIA
ResponderExcluirProfessor! eu estou postando pelo email da turma poque não tenho orkut (não tenho email do gmail), ai não soube me cadastrar com meu email pessoal do hotmail. posso continuar postando pelo email da turma? como faço para cadastrar meu email pessoal?
Ainda sobre os métodos para diagnóstico da AIDS, muito embora Camila já tenha falado muito bem, achei o seguinte artigo:
ResponderExcluirhttp://www.fmrp.usp.br/revista/1999/vol32n2/metodos_laboratoriais_diagnostico_%20infeccao_virus_hiv.pdf
Não cabe aqui eu descrever todos os métodos, até porque - se alguém tiver a curiosidade de lê-lo (o artigo) - alguns bastante limitados: seja pela baixa efetividade diagnóstica, alto custo... Mas são basicamente estes métodos os importantes:
ResponderExcluir1) O método laboratorial baseado na cultura do vírus através do cocultivo de células mononucleares do sangue periférico, plasma ou células ganglionares. Para tal teste, no entanto, precisa-se de profissionais altamente qualificados e laboratórios muito bem equipados e é demorado (caríssimo, portanto).
2) Testes de detecção de anticorpos anti-HIV, dentre os quais: teste imunoenzimático (Enzyme Linked Immunosorbent Assay-ELISA), fluorimetria, quimioluminescência, radioimunoprecipitação (Radio Immunoprecitation Assay-RIPA), aglutinação de partículas de látex, imunofluorescência indireta (If) e Western-Blot (WB).
Resumidamente, os mais importantes (devido à alta sensibilidade, 99%) são: o tão falado ELISA e o WB. Ambos têm o princípio de captura de anticorpos, porém com antígenos específicos do HIV, previamente separados por eletroforese. Além disso, achei importante destacar a limitação destes, em especial do ELISA, pelo fato de sua impossibilidade em até 75% dos casos em se detectar anticorpos anti-HIV durante os primeiros 2-3 meses (até 6 meses, na verdade) de contágio com o vírus. Tira-se, a partir disso, a importância do seguimento clínico e à busca por métodos diagnósticos alternativos se for o caso.
9) Continuando a discussão sobre os testes laboratoriais, queria comentar sobre o conhecido TESTE RÁPIDO.
ResponderExcluirEsses testes podem ser realizados nos laboratórios de saúde pública, por meio do atendimento do usuário nas unidades básicas de saúde, em Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) e em laboratórios particulares. Nos CTA, o teste anti-HIV pode ser feito de forma anônima e gratuita. Nesses Centros, além da coleta de amostra de sangue e da execução dos testes, há um processo de aconselhamento, antes e depois do teste, feito de forma cuidadosa, a fim de facilitar a correta interpretação do resultado pelo paciente.
Todos os testes devem ser realizados de acordo com a norma definida pelo Ministério da Saúde e com produtos registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA/MS) e por ela controlados.
EM QUE CONSISTEM?
O teste mais utilizado nas investigações diagnósticas, para detecção de anticorpos anti-HIV no organismo, é o Elisa. Ele procura no sangue do indivíduo os anticorpos que, naturalmente, o corpo desenvolve em resposta à infecção pelo HIV. O resultado desse teste é rápido, mas, ocasionalmente, pode surgir um falso positivo (resultado positivo para o HIV, em uma pessoa não contaminada pelo vírus). Por isso, caso o resultado seja positivo, aconselha-se repetir o Elisa e, em seguida, fazer o teste de Western Blot para que não restem quaisquer dúvidas. O teste de Western Blot é mais sensível e define, com mais precisão, a presença de anticorpos anti-HIV no sangue. No entanto, como é mais complicado e exige condições técnicas mais avançadas, só é utilizado como confirmação do Elisa.
O QUE É JANELA IMUNOLÓGICA?
ResponderExcluirOs exames habituais (ELISA e Western-Blot) detectam anticorpos contra o HIV, produzidos pelo sistema imune do hospedeiro. Desta forma, existe um período (chamado de "janela imunológica") em que o indivíduo pode estar infectado, sem, no entanto, ter estabelecido ainda uma taxa de anticorpos em quantidade detectável. Assim, o indivíduo com infecção recente, ainda não detectável pelos exames habituais, pode transmitir o vírus, uma vez que esse já pode estar circulante no sangue e ser eliminado nas secreções. Além disso, na fase inicial da infecção, as taxas de vírus circulantes podem ser altas, uma vez que a resposta de defesa do hospedeiro ainda não está estruturada.
EM QUAIS SITUAÇÕES O EXAME PODE "FALHAR" E RESULTAR NUM FALSO POSITIVO?
Reações não específicas, hipergamaglobulinemia, ou a presença de anticorpos dirigidos a outros agentes infecciosos que podem ser antigenicamente similares ao HIV podem produzir resultados falso positivo. Doenças auto-imunes, como o lúpus eritematoso sistêmico, também podem causar resultados falso positivo. A literatura científica documentou mais de 60-70 fatores diferentes que podem causar uma reação positiva nos testes de HIV, além da infecção por HIV passada ou presente — incluindo gripe, vacina contra gripe, herpes, artrite reumatóide, malária, tuberculose, anticorpos para hanseníase — e até mesmo gravidez
A vacinação contra o vírus H1N1 pode mascarar o resultado do Elisa, devido à grande produção de IgM, bastante comum na infecção pelo HIV. Até 112 dias após a vacinação.
Fonte:
- http://www2.aids.gov.br/data/Pages/LUMIS59514B00PTBRIE.htm
- FDA approves first nucleic acid test (NAT) systems to screen plasma for human immunodeficiency virus (HIV) and hepatitis C virus (HCV)
OUTROS TESTES LABORATORIAIS
ResponderExcluirAlém do Elisa e do WB em amostra de sangue, existem outros testes utilizados para a detecção do HIV.
1) TESTES PARA A DETECÇÃO DE ANTICORPOS (Elisa e WB, sem ser em sangue)
a) Orasure. É um teste de HIV o qual usa a mucosa secretada de tecidos da gengiva e da bochecha. É um teste de anticorpos que primeiro aplica o ELISA, e então o Western Blot.
b) Teste de urina.
c) Home Access Express HIV-1 é um teste aprovado pelo FDA (Food and Drug Administration) americano. O paciente coleta uma gota de sangue e a envia pelo correio para o laboratório; os resultados são enviados via telefone.
2) EXAME DE ANTÍGENOS. O exame do antígeno p24 detecta a presença da proteína p24 do HIV, uma proteína fundamental da estrutura do vírus. anticorpos monoclonais específicos à proteína p24 são misturados com o sangue da pessoa. Qualquer proteína p24 no sangue do indivíduo se ligará aos anticorpos monoclonais; e anticorpos, ligados por enzimas, destes anticorpos monoclonais causam uma mudança de cor se a p24 estava presente na amostra.
3) EXAMES BASEADOS EM ÁCIDOS NUCLÉICOS
ResponderExcluirOs exames baseados em ácidos nucléicos amplificam e detectam uma seqüência alvo de 142 pares de bases em uma região altamente conservada do gene gag do HIV. São muito caros.
a) RT-PCR. o RNA viral é extraído do plasma do paciente e é tratado com uma enzima transcriptase reversa para que o RNA do vírus seja transcrito para DNA.
b) DNA ramificadoo plasma é centrifugado para se concentrar os vírus, os quais são então abertos para liberarem o RNA.
4) LINFOMETRIA DE CÉLULAS-T CD4
Este exame não checa pela presença do HIV. Ele é usado para monitorar a função do sistema imunológico em pessoas de HIV positivo. Baixas contagens de células-T CD4 são associadas com uma variedade de condições, incluindo muitas infecções virais, infecções por bactérias, sepse, tuberculose, coccidioidomicose, queimaduras, traumas, injeções intravenosas de proteínas estranhas ao organismo, má nutrição, exercícios em excesso, gravidez, variação diária normal, estresse psicológico, e isolação social.
Fonte:
- Screening for HIV: A Review of the Evidence for the U.S. Preventive Services Task Force", Annals of Internal Medicine, Chou et. al, Volume 143 Issue 1, pp. 55-73
- Summary of safety and effectiveness, FDA
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ResponderExcluirDiscutindo mais profundamente o objetivo 5, como as manifestações orais representam os primeiros sinais clínicos da AIDS, torna-se importante o conhecimento sobre tais lesões causadas nesses pacientes.
ResponderExcluirOs dados abaixo são referentes à distribuição em números absolutos das manifestações orais de pacientes com AIDS, segundo a variável sexo, do Hospital Giselda Trigueiro - Natal/RN em 2000.
Manifestações orais - Sexo (masc./Fem.)
Candidíase - 72 / 21
Leucoplasia pilosa - 5 / 1
Sarcoma de Kaposi - 5 / 0
Herpes Simples - 4 / 2
GUNA - 4 / 0
Gengivite - 30 / 11
Periodontite - 29 / 8
Úlcera Tuberculoide - 1 / 0
Nenhuma - 4 / 4
Total - 154 / 47
Apesar de se passarem 10 anos, não acredito que tenha ocorrido mudanças significativas quanto a distribuição das manifestações orais. Apesar de não estar explícita no artigo a que situação socioeconômica pertencem os entrevistados, é claro que mudanças ocorrem em função de hábitos individuais, fatores sociais ou mesmo geográficos. No artigo é bem explicado e também há outros resultados com base em pacientes masculinos e femininos, analisados separadamente, segundo o comportamento de risco. Sugiro que deem uma olhada no artigo, o link está logo abaixo.
Referência:
http://www.scielo.br/pdf/pob/v14n1/v14n1a12.pdf
PESSOAL QUAIS OS PRINCIPAIS AGENTES ETIOLÓGICOS DAS CAUSAS DE DIARRÉIA E DAS LESÕES DE MUCOSA ORAL DOS PACIENTES COM AIDS?
ResponderExcluirEu achei um artigo muito bom que cita a mais comum ETIOPATOGENIA DA DIARRÉIA EM PORTADORES DE HIV e com que frequência eles causam essa diarréia da AIDS em vários lugares do mundo.(LEMBRANDO QUE DEISE JÁ CITOU ALGUNS ANTERIORMENTE)
ResponderExcluirO artigo deixa claro que os principais agentes para esse tipo de situação são os parasitas e os vírus, porém cita os mais frequentes de cada tipo patogênico:
PARASITAS: Giardia lambia; Entamoeba histolítica; Strongyloides Stercoralis; Ascaris Lumbricoides; Ancylostoma duodenale.
VÍRUS: Rotavírus, Astrovírus, Citomegalovírus
FUNGOS: Candida sp
BACTÉRIAS: E. coli; Salmonella sp; Shigella sp; Campylobacter jejuni; Mycobacterium(algumas espécies não tuberculosas.
O artigo também deixa claro que esses patógenos são característicos da fase avançada da doença.
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0036-46652009000200001&script=sci_arttext
ELIZA MAIA
ResponderExcluircomplementando Camila, achei um artigo de revisão bibliográfica que fala das manifestações entéricas da Síndrome da Imnunodeficiência Adquirida.
A exuberante presença de tecido linfóide no TGI faz do mesmo um potencial reservatório para o HIV; sendo também um importante local em que o vírus induz imunodeficiência. alterações na função das células T citotóxicas e nas células B como a diminuição da secreção de imunoglobulina iga2, predispõem a infecções por vírus, fungos, bactérias e protozoários. A mucosa intestinal está envolvida na infecção pelo HIV em vários aspectos: transmissão, porta de entrada, reservatório viral, aspectos da replicação e depleção linfocitária.
Nesse artigo também fala um pouco sobre alguns agentes etiológicos de diarréia em pacientes com AIDS, dentre eles têm: criptosporidium
microsporídio, isospora belli, cyclospora, citomegalovírus, adenovírus, herpes vírus, histoplasmose,infecções bacterianas, clostridium difficile, micobacteriose, diarréia idiopática.
FONTE:
Revisão
Manifestações entéricas da síndrome da imunodeficiência adquirida (Aids)
Ethel Zimberg Chehter
Marco Rodrigo Zambrano Nunez
Bem, acho que já foi bem explicado pelas meninas a etiologia dos patógenos causadores de lesões em mucosa oral e diarréia.
ResponderExcluirAcrescentando sobre a questão das lesões em mucosa oral...
De acordo com AXELL; BAERT1 (1990), as manifestações bucais associadas com a infecção pelo HIV devem ser listadas dentro de três grupos, baseados na intensidade com que se apresentam nesta associação. O grupo I consiste de lesões orais que estão comumente associadas com infecção pelo HIV, como por exemplo candidíase, leucoplasia pilosa, gengivite úlcero-necrosante aguda (GUNA) e sarcoma de Kaposi. Ulcerações atípicas, doenças de glândulas salivares, infecções virais por citomegalovírus (CMV) e vírus herpes, papiloma vírus e varicela-zoster são enquadradas no grupo II, pois são menos comuns de ocorrerem. O grupo III abrange lesões possivelmente associadas com infecção pelo HIV, como exemplo osteomielite, distúrbios neurológicos, sinusite, carcinoma epidermóide, etc.
Fonte: Manifestações orais em pacientes com AIDS em uma população brasileira.
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1517-74912000000100014&script=sci_arttext&tlng=es
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ResponderExcluirCaros colegas, perdoem pelo texto grande, mas foi o que eu consegui resumir sem deixar de colocar as informções mais relevantes.
ResponderExcluirCarlos Castanha de A. Neto
Prof. Anchieta, peço desculpas por nao ter postado nada ainda no blog, pois eu estava com problemas na minha conexão á intenet. Por isso, estou começando a debater com meus colegas de turma, sobre o caso, bem atrasado!
ResponderExcluirEspero acrescentar algo á discusão!
PCR (Polymerase Chain Reaction) é uma técnica de análise do DNA que se baseia na amplificação exponencial seletiva de uma pequena quantidade de DNA de uma única célula.
O DNA molde sofre uma amplificação controlada por enzimas, obtendo-se milhões de cópias do fragmento de interesse. O molde pode ser qualquer forma de DNA de cadeia dupla, podendo-se usar uma gota de sangue, um fio de cabelo, uma célula do epitélio ou até um blastômero.
Um ciclo de PCR consiste em três fases: desnaturação do DNA molde (a 95ºC), ligação (“annealing”) dos primers (a 64ºC) e polimerização do DNA (a 72ºC).
O sucesso do PCR se deve a sua capacidade de amplificar uma sequência precisa de DNA, não sendo necessário o isolamento do DNA que se pretende amplificar ( mesmo que se encontre misturado com o DNA de outras espécies, pois sua especificidade é dada pelos primers. ) Assim, o PCR (simples, sensível e específico) é uma técnica rápida, barata e segura.
Porém, esse método também apresenta limitações, como a necessidade de conhecer a sequência de DNA a se amplificar ( para que os primers possam ser sintetizados especificamente ),a possibilidade de ocorrer a incorporação errônea de bases durante a replicação.
Logo, o PCR É particularmente importante na detecção da AIDS, pois consegue detectar o vírus HIV nas primeiras semanas após a infecção e mais rapidamente do que o método normalmente utilizado, o teste ELISA ( o PCR procura diretamente pelo DNA do vírus enquanto que o teste ELISA é mais indirecto, pois procura anticorpos que o organismo possa ter produzido contra o vírus ).
Para informações mais detalhadas acessar:
medicina.med.up.pt/bcm/.../2005/tecnicasdeanalisede%20dna.doc
Carlos Castanha de A. Neto
Só para complementar Camila e Deise quanto aos principais agentes etiológicos causadores de diarréia em pacientes imunodeprimidos:
ResponderExcluir- Cryptosporidium
- Microsporidium
- Isospora belli
- Giárdia lamblia
- Vírus Epstein-Barr
- Herpes simplex
- Mycobacterium tuberculosis
- Enterocytozoon bieneusi
- Strongyloides stercoralis
- Septata intestinalis
- Entamoeba histolytica
- Citomegalovírus
- Mycobacterium avium-intracellulare
- Iatrogenia
Fonte: http://www.fmrp.usp.br/revista/2003/36n2e4/11diarreia_aguda_conduta.pdf
Carlos Castanha de A. Neto
Atualmente, os fatores psicossociais influenciam a resposta imune, pois elevações no nível de estresse podem modular a função imunológica:
ResponderExcluir"No estresse agudo, observa-se uma elevação na competência imunológica, por ser esta uma resposta adaptativa. Porém, quando se trata de um estresse crônico, a competência imunológica pode ser comprometida, havendo um decréscimo tanto na atividade como na proliferação das sub-populações de linfócitos."
Assim, no caso acompanhado, o médico apresenta stress crônico, o que associado a aids faz decair as taxas de CD4 e CD8, expondo o organismo a doenças oportunas (neoplasias, doenças fúngicas e bacterianas) já tão debatidas pelos colegas em postagens anteriores.
Fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-79722002000100013&script=sci_arttext&tlng=in
Carlos Castanha de A. Neto
Complementando o que já foi dito pelos colegas acima em relação as doenças oportunistas,pode-se dizer que são muitas que acometem o paciente portador do vírus HIV e elas são as principais causas de mortalidade em tais pacientes.
ResponderExcluirDe acordo com o que li, o principal órgão afetado durante a infecção pelo vírus HIV é a pele, podendo apresentar manifestações fungicas, virais, bacterianas e neoplásicas, além de algumas dermatites inespecíficas.
Na tentativa de especificar e organizar melhor o que está sendo exposto, vou citar alguns causadores de doenças oportunistas que geram lesões cutâneas e da mucosa oral, dividindo-os de acordo com suas "categorias":
FUNGICAS:
- Dermatófitos
- Cândida sp.
- Histoplasmose
- Criptococose
- Paracoccidioides brasiliensis
VIRAIS:
- Herpes (Silples e Zoster)
- Papilomavirus
- Citomegalovírus
BACTERIANAS:
- Mycobacterium avium complex (MAC)
- Staphylococcus sp.
NEOPLÁSICAS:
- Sarcoma de Kaposi
- Carcinoma Espinocelular
- Carcinoma Basocelular
Fábio Lopes Jordão de Vasconcelos
FONTE:Condutas em CLINICA MÉDICA (2ª edicao); Norma Arteiro Filgueira, José Iran Costa Júnior e outros.
ResponderExcluirFábio Lopes
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ResponderExcluirSobre a linfometria
ResponderExcluirPara complementar, vou tentar explicar um dos termos desconhecidos do nosso caso clínico, a linfometria.
Trata-se de um exame laboratorial no qual indica a contagem de linfócitos T por milímetro cúbico de sangue, sendo dessa forma bastante utilizada em pacientes portadores do vírus HIV e também em pacientes que apresentam afecções leucêmicas linfóides.
Em relação a números do exame eu li que, independente da idade, qualquer paciente que possua uma linfometria menor que 350 células por milímetros cúbicos, tem indicação para uso dos TARVs.
Fábio Lopes Jordão de Vaconcelos
Professor Anchita, perdoe-me o enorme atraso em postar meu comentário, mas devido a problemas com meu computador, também não postei nada até agora, além de também não estar muit familiarizado com a dinâmica do Bloga, a qual não funcionou muito bem em nosso grupo até agora.
ResponderExcluirVejo que meus colegas já debateram bastante o caso, usaram inclusive refêrencias por mim também utilizadas para fechar esse caso, por isso não vou por muita coisa aqui.
Nos próximos casos farei o possível para contribuir mais.
Apenas complementando o que Dyego já havia comentado, sobre as fases do adoecer, Elizabeth Kübler-Ross foi pioneira no estudos sobre as reações emocionais em pacientes terminais devido a aproximação da morte. Em seus trabalhos ela descreve a identificação de cinco estágios
ResponderExcluirque um paciente pode vivenciar durante sua terminalidade,que são: negação, raiva, barganha, depressão e aceitação.
A negação pode ser uma defesa temporária ou, em
alguns, casos pode sustentar-se até o fim. O paciente desconfia de troca de exames ou competência da equipe de saúde. Geralmente o pensamento que traduz essa
defesa é: “não, eu não, é verdade”.
A raiva é a fase na qual surgem sentimentos de ira, revolta, e ressentimento: “porquê eu?”. Torna-se mais difícil lidar com o paciente, pois a raiva se propaga em todas as direções, projetando-se no ambiente, muitas vezes, sem “razão plausível”.
Já na barganha o doente faz promessas por um prolongamento da vida ou alguns dias sem dor ou males físicos. As barganhas são feitas com Deus, na maioria das vezes e, psicologicamente, podem estar associadas a uma culpa recôndita.
A depressão pode evidenciar seu alheamento ou
estoicismo, com um sentimento de grande perda. As
dificuldades do tratamento e hospitalização prolongados aumentam a tristeza que, aliada a outros sentimentos, ocasionam a depressão.
A aceitação é aquela em que o paciente passa a aceitar a sua situação e seu destino. É o período em que a família pode precisar de ajuda, compreensão e apoio, à medida que o paciente encontra uma certa paz e o círculo de interesse diminui. No entanto, há pacientes que mantém o conflito com a morte, sem atingir esse estágio.
Não há uma ordem para o acontecimento dessas fazes, ne muito menos uma cronologia entre eles. Além disso o paciente pode vivenciar mais de umas dessass fases ao esmo tempo ou mesmo oa vivenciar nenhuma delas.